13 de dez de 2008

ESPANHOL POD: APRENDA ESPANHOL EM BUENOS AIRES

ESPANHOL POD: APRENDA ESPANHOL EM BUENOS AIRES

VIAGEM PELA AMÉRICA DO SUL - BOLÍVIA

15 de maio: Acordamos cedo e pegamos um bus com destino a La Paz. O ônibus não tinha nem banheiro dentro, mas a viagem foi divertida. Tudo foi por rotas de terra, porque na Bolívia não tem estradas. Foi desesperante!!! Passamos por uns precipícios que não quero nem lembrar, por rotas de terra. Tudo é muito árido e as alturas incríveis. Mas foi lindo experimentar tudo isso. Passamos por Potosí. Não fomos para o Salar de Uyuni porque não era a caminho e dada a falta de dinheiro não queríamos arriscar muito.

16 de maio: Chegamos de madrugada a La Paz e rentamos um hotel que mais que hotel era um muquifo. Em um bairro horrível chamado comercial, mas de comercial era só um monte de bolivianos nas calçadas vendendo seus produtos desde o chão. Tudo é muito simples mas tem algumas partes de La Paz que são pictóricas, sem deixar de ser antigo. Descansamos no hotel/muquifo e depois saimos a percorrer a cidade. Fomos para o Paseo del Prado, que é como o centro financieiro da cidade, mas não é grande coisa. Tudo é informal, nem sequer tem quiosques, padarias, supermercados, shoppings, lojas, comercios, nem restaurantes (exeto para estrangeiros que estão em dólares e é impossível para nós). Tudo o que você quer está na rua. Por isso tudo é muito desorganizado, as calçadas estão cheias e até as ruas. As pessoas andam sozinhas pelas ruas com os carros passando por perto. Mas tem locais bonitos para visitar.

BITÁCORA DA VIAGEM PELA AMÉRICA DO SUL II

12 de Mayo: Bom, agora estamos em Salta e vamos ficar aqui para trabalhar e conseguir algúm dinheirinho. Por enquanto estamos aclimatándo-nos, mas em 3 dias com certeza estaremos trabalhando. Estamos em um Hostal para estrangeiros, durmindo com 8 pessoas, mas é legal, porque cada um fala em diversos idiomas. Estou praticando várias línguas ao mesmo tempo.

13 de Mayo: Finalmente decidimos não ficar em Salta porque nos falaram que mais para o norte é mais barato e além disso decidimos acompanhar algúns estrangeiros européus para dividir gastos. É claro, para nós é vantagem porque eles tem euros. Saimos de Salta às 10.30 da manhã com um rapaz inglês de 19 anos que não fala espanhol mas sim português (fanático do Brasil). Fomos para Tilcara, na província de Jujuy, no norte argentino. Para falar a verdade Jujuy não é muito linda, mas Tilcara tem algúns atrativos que não tínhamos experimentado antes. Chegamos pela noite, portanto somente fomos para uma hospedagem, e como estava fazendo muito frío, jogamos baralho e durmimos cedo.

14 de Mayo: Acordamos cedo, tomamos café da manhã, carregamos uma mochila com comida e fomos para uma região a 6 km da cidade de Tilcara, atravesando montanhas e vales com a idéia de chegar à "garganta do diabo". Wow!!! Fantástico!! Subimos e subimos em torno de 2 horas por lugares agrestes de pedra. De repente começou a nevar, tínhamos frío, mas não perdiamos essa paissagem por nada deste mundo. Caminhávamos no meio de cactos e mato secos até que chegamos ao vale. A garganta era um buraco enorme com uma cascata muito grande. Alredor da cascata tudo era vegetação. Mas uns metros em torno dela todo era seco. Depois descimos e quando chegamos à hospedagem nos preparamos para continuar a viagem. Pegamos um ônibus e fomos para La Quiaca. Não ficamos lá, continuamos até Villazón, do outro lado da fronteira com a Bolívia. Então agora estamos entre os bolivianos (não é nada bonito o local, mas tratam bem os estrangeiros). Comimos pizzas, batatas fritas e refrigerantes por 1 dolar cada um e nos hospedamos em uma pousada por 2 dólares cada um. Bom, agora vamos dormir.

5 de dez de 2008

BITÁCORA DA VIAGEM PELA AMÉRICA DO SUL

Wed, 19 May 2004 22:05:14
Oi, como vocês estão? Tomara que bem. Nós estamos bem.


7 de maio: Saimos de Buenos Aires com destino ao noroeste argentino.

8 de maio: Chegamos no sábado a Tucumán e logo pegamos o ônibus para Tafi del Valle. Chegamos de noite e estava fazendo muito frío. Fomos para o camping e quase morremos de frío, mas durmimos abrazados e não o sentimos muito.

9 de maio: No outro día levantamos e ficamos surpresos: a paissagem ao nosso redor era fantástica e pela noite, na escuridão não a percebiamos. Estávamos rodeados de inmensas montanhas de todas as cores. Claro, era um vale, mas de noite não tínhamos visto elas. Tinha um lago maravilhoso. Depois recorremos o povoado. Está atrassado no tempo, mas tudo muito bonito e arrumado. Tinha artesanias mas de uma qualidade superior que dava vontade de comprá-las. Realmente em baires não tem igual. De tarde tentamos pegar carona, mas a estrada era pouco transitada e decidimos pegar um ônibus. Queríamos ir a Cafayate, mas já não tinha passagens então fomos para um povoado muito próximo: Amaicha del valle.

10 de maio: Passamos a noite e no dia seguinte continuamos a viagem para Cafayate. Era um bonito povoado, centro vitivinícola, bebimos uns vinhos e percorrimos o vale que era fantástico. Antes de chegar a Cafayate o ônibus desviou-se e fomos por Catamarca: É muito bonita Catamarca!!! É muito árida e seca mas os vales calchaquies valen a pena percorré-los. Tinha um cartaz que dizia: 360 dias ao ano tem sol em Catamarca. Uma vez em cafayate, andamos de bicicleta, fizemos amizade com artesãos, passamos a noite e no dia seguinte cedo fomos para Salta.

11 de maio: Chegamos ao meio dia e ficamos de boca aberta: Salta é belíssima! Por algo dizem que é chamada "Salta la linda". É enorme, antiga e moderna ao mesmo tempo, com muita vida e cheia de estrangeiros do mundo todo, que incluso ficam para morar algúns anos por que adoram esse lugar. As pessoas são lindíssimas, se vestem muito bem e estão nas ruas o tiempo todo: comprando, gastando, vendendo, etc. É muito avanzada. Tem uns monumentos fantásticos como nunca vi igual. Não consumen produtos estrangeiros, por exemplo, não tem Mc Donald nem bancos estrangeiros, mas a cidade parece ter uma autosuficiência incrível. Tudo o que produzem e consumem é de boa qualidade. O mais importante, é baratíssima. Incluso produtos que tambêm são consumidos em baires estão a metade do preço. Nem falar das empanadas, que são vendidas a $2 a dúzia e são gostosas.

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30 de nov de 2008

DICAS DE ESPANHOL: DIÁLOGO FORMAL E INFORMAL

Quantos problemas traz o estudo do espanhol para o falante de português quanto a diálogo formal e informal se refere!
Mas não deveria ser uma dificuldade, já que o português tambêm utiliza estas estruturas.

Um diálogo formal:
- ¡Buen día!
- ¡Buenos días! ¿Cómo está usted?
- Bien, gracias. ¿Y usted?
- Muy bien, gracias.

Um diálogo informal:
- ¡Cuánta gente! ¿Dónde nos vamos a sentar?
- Hay una mesa libre allá en el rincón.
- ¿Qué vas a pedir?
- Me parece que voy a pedir una ensalada y después carne con papas. ¿Y vos?
- Lo mismo. Voy a tomar una gaseosa también. Tengo sed.

Como podes ver, para a conversação formal usamos "usted" e para a conversação informal usamos "" e "vos". É como se "usted" significasse: o senhor ou a senhora; "": tu (português); "vos": você (brasileiro).
A Real Academia Espanhola (máxima autoridade quanto ao idioma espanhol) aceita todas as formas:
¿ tienes sed?; ¿Vos tenés sed?; ¿Usted tiene sed?;
para falar com alguém em segunda pessoa.

Só mais uma reflexão. Eu mesmo era inflexível com meus alunos quanto a registro formal ou informal. Até que uma vez assisti ao mesmo tempo dois seriados colombianos, muito bons, sem dúvida. Em um deles, ambientado no sul da Colombia, só utilizavam "vos", incluso com desconhecidos. No outro, situado no centro, perto de Bogotá, só utilizavam "usted" para falar com outros, incluso entre amigos.

Por isso, parei de "rasgar mis vestiduras": A língua é viva e muda conforme a pessoa que a utiliza.

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28 de nov de 2008

Juan Ramón Jiménez (1881 - 1958) "Platero y yo"

Nesta postagem vou compartilhar com vocês um texto, quase uma poesia, que aprendi de cor na pre-escola e que lembro até hoje. É fácil, divertido e não leva muito tempo: "Platero y yo", o burro Platero, de Juan Ramón Jiménez (1881-1958), poeta espanhol.
"Platero es pequeño, peludo, suave; tan blando por fuera, que parece todo de algodón, que no lleva huesos. Sólo los espejos de azabache de sus ojos son duros como dos escarabajos de cristal negro.
Lo dejo suelto y se va al prado, y acaricia ligeramente con su hocico las florecillas rosas, celestes y amarillas... Lo llamo dulcemente: "¿Platero?", y viene a mí con un trotecillo alegre que parece que se ríe...
Come cuanto le doy. Le gustan las naranjas mandarinas, las uvas moscateles, todas de ámbar, los higos morados, con su cristalina gotita de miel... Es tierno y mimoso igual que un niño, que una niña...; pero fuerte y seco por dentro, como piedra. Cuando paseo sobre él, los domingos, por las últimas callejas del pueblo, los hombres del campo, vestidos de limpio y lentos, se quedan mirándolo:
- Tien' asero.
Tiene acero. Acero y plata de luna, al mismo tiempo.
Cuando ya de noche, vuelve Platero del campo con su blanda carga de ramas de pino para el horno, su paso es menudo, como el de la señorita del circo en el alambre, fino, juguetón... Parece que no anda. En punta las orejas, parece un caracol debajo de su casa...
Y en el campo, que va ya a diciembre, la tierna humildad del burro cargado empieza, como el año pasado, a parecer divina..."

FOLHETO CULTURAL - VIAGEM PELA ARGENTINA II


A movimentada vida de Buenos Aires atrai os viajantes de todas as partes do mundo. As ruas, os parques, os cafés e as férias dão-lhe um atrativo singular. Tal é o caso do bairro de La Recoleta, onde concentram-se, em torno de uma grande praça, cafeterias, bares e restaurantes, uma igreja, um famoso cemitério e diferentes representações pictóricas, musicais e artesanais. O "portenho" desfruta de sentar para conversar com um amigo, de tomar um bom café ou de entrar em alguma das muitas livrarias que tem na cidade.
O portenho sente placer em andar pelas arborizadas ruas de San Isidro, pelo Gran Buenos Aires, em praticar esportes náuticos pelo Río de la Plata ou pelo Tigre, ou em comer um bom bife com batatas fritas. Mas tambêm desfruta de ouvir um tango, ritmo que nasceu a finais do século XIX, inicialmente rejeitado pelas classes altas e, hoje, máximo expoente da música argentina. "El tango, esa diablura, los atareados años desafía. El tango crea un turbio pasado irreal que, de algún modo, es cierto. Un recuerdo imposible de haber muerto peleando en una esquina del suburbio." Jorge Luis Borges. (O tango, esse capeta, os atarefados anos desafia. O tango cria um movimentado passado irreal que, de alguma maneira, é verdadeiro. Uma lembrança impossível de ser morto brigando em uma esquina do subúrbio).

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FOLHETO CULTURAL - VIAGEM PELA ARGENTINA


À chegada dos conquistadores, diferentes tribus indígenas povoavam o atual território argentino. Isto levou a muitos confrontos que deram lugar a intermináveis sublevações e lutas.
Durante a conquista da região, Juan Díaz de Solís descubriu o estuário alimentado pela boca dos rios Paraná e Uruguai, hoje chamado Rio de la Plata. Anos mais tarde, Magallanes, ao navegar pela beira da Patagônia, descubriu o tão desejado passo de comunicação entre os océanos Pacífico e Atlântico.
Depois de muitos assentamentos foi fundada o forte Nossa Senhora de Santa Maria "del Buen Aire" - atual Buenos Aires - mas houve ressistências, confrontos e disputas até a proclamação da Independência, em 1810.
Os anos seguintes à emancipação foram uma combinação de prosperidade econômica e caos político. Argentina viveu diversas lutas cíveis, guerras em contra dos seus vizinhos e governos instáveis.
A meiados do século xx, surgiu uma figura popular da classe trabalhadora, Juan Domingo Perón, que adoptou uma política dura e autoritária, suavizada pela presença de sua esposa, Eva Duarte.
Através de grandes reformas sociais, Evita ganhou a simpatia do povo e transformou-se num mito que transcende até hoje. Tem sido, inclusive, matéria de vários filmes.
Na sua geografia, Argentina tem um extenso e diverso território. Seu clima vai de um frio intenso e neves permanentes até um calor insuportável.
Mas falemos da sua capital, Buenos Aires, que com ares europeus se construiu à beira do Rio de la Plata.

O ESPANHOL E O TANGO EM BUENOS AIRES

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O TANGO
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Em torno de 1880, em Buenos Aires, capital da Argentina, imigrantes da Europa e da África se reuníam em bares e botecos em busca de umas taças e um pouco de companhia, e de suas dificuldades nasceu o tango. A música e a dança se inspiravam fortemente em muitas nações de imigrantes. Da África chegavam os ritmos impiedosos dos tambores dos escravos. Das pampas da Argentina chegava a influência da "milonga" - música que combinava os rítmos indígenas com música espanhola antiga. O tango fala de uma existência fatal, onde a dor e a pena são o destino esperado. Foi Carlos Gardel o máximo expoente do tango argentino no mundo. Em 1915 o tango ficou de moda na Europa e de repente os americanos o dançavam. Algumas mulheres americanas começaram a usar "protetores" contra as frições muito íntimas dos seus parceiros.

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27 de nov de 2008

APRENDA ESPANHOL EM BUENOS AIRES


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"BUENOS AIRES, LA REINA DEL PLATA"
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***** Buenos Aires *****
É uma cidade muito grande, mas não sei exatamente quantos habitantes ela tem; uns doze milhões. É uma cidade muito cara, carérrima, tão cara quanto Alemania e Holanda. Os seus habitantes têm que trabalhar em dois ou três serviços. As pessoas não se comunicam e o trânsito é terrível.
A região central é mágica como o Tango. Recoleta é a região mais bonita; lá está o museu de Belas Artes, o cemitério, a Igreja "del Pilar" e tem muitos artistas de rua.
O Rio de la Plata está poluído, muito poluído.
Na Argentina moram 40 milhões de pessoas.